A juventude não está indo às ruas para reformar o sistema

Eric Praxedes
ocupa

O governo Temer dá cada vez mais indícios de sua fraqueza. Manifestações massivas devem surgir nos próximos dias. Já não bastava a baixa aprovação (cerca de 9%), os recentes escândalos de corrupção prometem agora balançar o país como talvez nunca antes visto pelas novas gerações.  Mas a juventude vai para a luta com coragem, e demonstrou nos últimos meses, com o 15 de março e com o 28 de abril, que está disposta a ir para as ruas debater e buscar uma proposta de país que não caia mais nas mesmas armadilhas e promessas.

O Fora Temer volta com tudo para as ruas, mesmo que algumas direções oportunistas dos sindicatos e do movimento estudantil tentem barrar a revolta para garantir tranquilidade institucional para eleger Lula em 2018. Mas as massas estão muito mais à esquerda que suas direções, e é isso que a realidade está mostrando. A superação daqueles que travam o desenvolvimento das lutas em nome da institucionalidade é questão de tempo.

Enquanto alguns oportunistas se preocupam em defender futuros candidatos conciliadores de classe, a maioria preocupa-se com um futuro digno. Como vou estudar? Onde vou trabalhar? Terei moradia? O surgimento dessas perguntas, e principalmente a necessidade das respostas, fornece oportunidades para que a Liberdade e Luta e seus militantes estejam conversando com jovens por todo o Brasil.

Por isso queremos muito mais! Quando a juventude se coloca pelo Fora Temer, precisamos dizer também que queremos fora o Congresso Nacional. Não queremos novos candidatos eleitos pelos corruptos e suas regras. Quando a juventude se coloca contra todos os políticos que estão aí, é a hora de propormos mecanismos para construir um novo mundo. Por isso defendemos uma Assembleia Popular Nacional Constituinte e um Governo dos Trabalhadores. Queremos derrubar o sistema não por idealismo, mas porque precisamos de um novo sistema!

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