Evento antirracista realizado no Rio de Janeiro

Liberdade e Luta - Rio de Janeiro
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Sábado, dia 3 de junho, a Liberdade e Luta organizou no Parque Madureira um encontro em formato de roda de conversa chamado "Como enfrentar o racismo?". Tivemos como participação convidada o Coordenador Nacional do Movimento Negro Socialista (MSN), Felipe Araujo. Estiveram presentes jovens e professores da Zona Oeste e Zona Norte do Rio de Janeiro. 

Na primeira parte do evento, Felipe falou sobre a origem do racismo enquanto uma opressão de classe. Os negros nunca aceitaram passivamente sua exploração, organizando tanto revoltas individuais quanto coletivas contra seus senhores.

 Com o desenvolvimento do capitalismo, o negro passou da condição de escravo a de assalariado, só que agora vendendo força de trabalho, na maioria das vezes para o mesmo senhor de antes, agora chamado de “patrão”. A exploração do negro só mudou de forma. Por isso é preciso combater o racismo e o capitalismo enquanto dois lados da mesma moeda. A exploração do negro ainda é uma exploração de classe e o racismo é um derivado perverso dela. Não basta substituir a cor de pele do patrão, é preciso acabar com o capital e com todas as classes sociais. 

Em seguida na roda de conversa os participantes colocaram suas experiências e concepções sobre o que é o racismo e como combatê-lo.

"Temos que enfrentar o fato de que algumas pessoas dizem que você luta melhor contra o fogo, usando o fogo, mas nós dizemos que você vence fogo com água.

Nós dizemos que você não luta contra o racismo com o racismo. Vamos combater o racismo com solidariedade. Nós dizemos que você não luta contra o capitalismo com capitalismo negro; Você luta contra o capitalismo com o socialismo.

Nós não vamos lutar contra os porcos reacionários que correm para cima e para baixo na rua sendo reacionários; Nós vamos nos organizar e dedicar-nos ao poder político revolucionário e nos ensinar as necessidades específicas de resistir à estrutura de poder, armar-nos, e vamos lutar com porcos reacionários com a REVOLUÇÃO PROLETÁRIA INTERNACIONAL.

É isso que tem que ser. O povo tem que ter o poder: ele pertence ao povo.” (Fred Hampton -  liderança dos Panteras Negras. Discurso de 1969)

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