Estudantes entram em greve contra o aumento do bandejão na UFMT

Fábio Ramirez

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Os estudantes da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) aprovaram greve e ocupação contra o aumento do bandejão. A assembleia que deflagrou o movimento, nesta terça-feira (08) em Cuiabá, contou com mais de mil discentes credenciados e uma enorme disposição de luta. Antes, 29 cursos já estavam em greve e há duas semanas os jovens controlam o acesso de várias faculdades que foram ocupadas.

Atualmente, o bandejão no RU (Restaurante Universitário) custa R$ 1,00. O direito é universal, ou seja, se estende a todos os alunos sem distinção. A proposta da reitoria põem fim à universalidade e estabelece três grupos de preços, aumentando o bandejão para até R$ 11,00 (400% de reajuste!) dependendo da renda do estudante ou se ele participa de políticas afirmativas. Uma proposta que divide os estudantes, alguns com mais direitos do que os outros. Mas o tiro saiu pela culatra e os jovens não abrem mão do direito universal e recusam o aumento. A palavra de ordem que impulsiona o movimento é 'RU universal a 1 real'!

A administração da universidade alega que o motivo é a falta de recursos, consequência do ajuste fiscal que já cortou 50% dos recursos da UFMT. Em outras palavras, tentam jogar a conta da crise nas costas do estudantes. É a consequência desse sistema podre que é incapaz de garantir as necessidades básicas como educação pública, gratuita e para todos.

A Liberdade e Luta defende a mais ampla unidade contra o ajuste fiscal, pela recomposição dos orçamentos das universidades federais, pelo fim da lei da terceirização e pela revogação da PEC 55/EC 95 (teto dos gastos públicos). Não vamos pagar a conta!

Consequência do ajuste fiscal, a crise nas universidades se espalha por todo o país e os estudantes lutam bravamente, mas de forma isolada. A UNE (União Nacional dos Estudantes) não organiza nacionalmente os combates. É preciso unificar esses movimentos, articulando uma grande luta nacional contra os aumentos dos bandejão, em defesa das universidades públicas e da assistência estudantil! Por isso lutamos pela revolução, pelo socialismo, por um mundo onde o preço das crises não sejam pagos com direitos conquistados.

Veja o momento em que a greve foi aprovada aqui.

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