A história da humanidade em chamas

Liberdade e Luta

Reuters/DivulgaçãoNa noite do dia 02 de setembro de 2018, as cinzas do quinto maior museu do mundo em itens de acervo, foram vistos pelo país todo. Cerca de 20 milhões de itens catalogados que contam a história de parte da humanidade, em chamas. O governo atual e o PT de Dilma agora jogam ping-pong com a culpa por falta de investimento. Os cortes de verbas em educação, ciência e tecnologia começou no governo Dilma e tomou conta do atual governo Temer. Mesmo nos governos anteriores, com todos os novos códigos de combate ao incêndio, nada foi investido no Museu Nacional.
    
O mundo chora mais uma vez

Desde 2013, a guerra travada pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque já deixou mais de 230 mil mortos e milhões de desabrigados. O diretor de pesquisa da cidade histórica de Palmira, por exemplo, foi morto pelo Estado Islâmico, que logo depois destruiu a cidade, assim como mais treze sítios arqueológicos, inclusive a biblioteca de Mossul, junto com milhares de documentos históricos árabes. Mas, sem alarde e escondendo suas ações, as tropas dos EUA saquearam os museus do Iraque quando invadiram o país e os museus e as coleções particulares foram inundados com peças vindas desse saque.
 
Não é novidade

Se o capitalismo preservou algo da história da humanidade, se deve aos ricos investidores que procuravam ouro e tesouros escondidos e descobriram que podiam vender ou exibir esqueletos históricos e obras de arte antigas. A luta entre pesquisadores e investidores existiu desde o início dessa exploração. 
A trágica cena dos funcionários querendo entrar no Museu Nacional no Rio para tentar salvar algo do incêndio enquanto faltava água nos hidrantes é a imagem recorrente de pesquisadores que tentam salvar a história e a ciência das garras do capitalismo.

Na antiguidade clássica e depois sob o domínio feudal dos árabes, a biblioteca de Alexandria foi tão atacada que hoje nada sobrou do seu acervo ou inclusive de sua localização. Só se conhece a sua existência pelos relatos históricos. Hoje, o capitalismo pode fazer o mesmo com boa parte da história da humanidade. O que acontece no Oriente Médio e no Brasil é apenas uma pequena parte da tragédia, que é a continuidade da existência deste sistema em que o lucro é mais importante que a ciência e a cultura.

Manifestação em defesa do Museu Nacional

Centenas de pessoas se reuniram na tarde desta segunda-feira (02/09) em defesa do Museu Nacional, próximo ao local do incêndio. Os manifestantes, em sua maioria estudantes da UFRJ, foram recebidos pela policia com spray de pimenta e bombas de efeito moral. Diversas entidades estudantis estavam chamando para a manifestação chamada “Luto pelo Museu Nacional! Em defesa da universidade pública!”

Precisamos combater

Precisamos combater o sistema para preservar a ciência e a cultura. Reivindicamos dinheiro para saúde, transporte, educação, ciência, cultura e tecnologia, não ao pagamento da dívida interna e externa! É intolerável o cinismo dos que hoje, como o Estado de São Paulo ou O Globo, reclamam da não participação dos empresários e da “comunidade” na preservação desses monumentos. Faltam verbas para os museus justamente porque esses grandes grupos empresariais não pagam impostos e têm imensas isenções, enquanto o dinheiro que entra é usado para pagar a dívida.

Para salvar a cultura, para salvar os museus e a ciência, é necessário acabar com o capitalismo! Junte-se a nós nesta luta!

TODO O DINHEIRO PARA SAÚDE, TRANSPORTE, EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, CULTURA E TECNOLOGIA!

NÃO AO PAGAMENTO DA DÍVIDA INTERNA E EXTERNA! 

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