Começou hoje o Acampamento Revolucionário 2019

Aline Seitenfus
Liberdade e Luta

Iniciou hoje (24/01) o Acampamento Revolucionário 2019 da Liberdade e Luta (LL). A mesa de abertura teve a participação das camaradas da Corrente Marxista Internacional (CMI) do Canadá, Jéssica Cassell, e da Grã-Bretanha, Fiona Lali. Também os militantes da LL Evandro Colzani e Lucy Dias junto com jovens de vários estados do Brasil.

Lucy abriu o evento falando sobre o ataque que ocorre na Venezuela. Ontem (23/1), o presidente da Assembleia Constituinte, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente do país. Ele conta com o apoio do presidente norte-americano, Donald Trump, de Bolsonaro e do secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. A LL se coloca em defesa da Venezuela, em defesa da revolução e contra esse ataque do imperialismo mundial aos trabalhadores.

Em seguida, Lucy fez uma fala sobre os ataques que serão intensificados com Bolsonaro na presidência. “Todo o programa de Bolsonaro é de intenso ataque à classe trabalhadora e à juventude”, disse ela.  A militante apontou ainda que é um grave erro dizer que o governo do PT era socialista. “Bolsonaro entende que o socialismo representa uma ideia muito perigosa para a classe que ele representa, e por isso precisamos entender realmente o que são as ideias revolucionárias e se lançar nas tarefas de mudar este mundo.”

Estudante e militante da seção do Canadá da Corrente Marxista Internacional, Jéssica Cassell, citou que não é verdade que o seu país é formado por um governo progressista. Assim como acontece no restante do mundo, o Canadá passa pela polarização gerada pela crise mundial. “Não temos um grande movimento de massas organizado para enfrentar esses ataques, mas as ideias revolucionárias são bem vindas. Como resultado, as organizações estudantis têm aumentado”, disse ela.

Fiona, da Grã Bretanha, falou que há dois anos a Inglaterra está dominada pelas discussões do Brexit. Conforme ela, isso era algo que a classe dominante não queria. Outro aspecto do país é o grande crescimento do Partido Trabalhista sob a influência de Jeremy Corbyn – que se mostra como uma opção para a juventude, mas tem ideias que podem ser consideradas reformistas.

Por fim, Evandro fez uma breve homenagem aos 100 anos da Internacional Comunista. “Se a gente quer reconhecer um marxista, ele precisa reconhecer o internacionalismo”, falou. Atualmente, o mundo é dividido por fronteiras artificiais, que servem para oprimir a classe trabalhadora. E a única classe que pode derrubar tudo isso é a classe trabalhadora. O tema do acampamento deste ano é justamente sobre a necessidade de unir juventude e trabalhadores para a derrubada deste sistema. Ao final, os participantes cantaram o hino da Internacional.

Programação do Acampamento

Durantes os próximos quatro dias haverá debates sobre a situação política internacional, como organizar o combate e resistência ao governo Bolsonaro e explicações do que é e como combater ideologias burguesas. Nesses dias também acontecem apresentações culturais, cine debate, além de eventos de lazer, como praia, luau e festas temáticas.

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