Por que dizer Fora Bolsonaro no Grito dos Excluídos?

Luiz Nardes

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No dia 7 de setembro de 1995, surgia “O Grito dos Excluídos”. Um movimento popular impulsionado pela Pastoral Social da Igreja Católica. Surgiu como uma série de manifestações por todo o país fruto de questionamentos acerca das origens econômicas e políticas dos sem-teto, sem-terra e a margem crescente de desemprego, que chegava a atingir a cifra de 4,8 milhões de desempregados naquele ano, segundo o IBGE. Em 1996, a CUT e o MST participam das convocações, levando suas bases. 

Esse ano, o evento apresenta como tema ''Esse sistema não vale'' e, como sempre, o direito à vida. O pano de fundo é a agudização da luta de classes sob o governo Bolsonaro. Em menos de um ano, foi aprovada a Reforma da Previdência, que condena jovens e trabalhadores a trabalharem até a morte. O Future-se apresenta-se como o segundo passo do governo para a privatização das universidades, depois do contingenciamento de 30% e dos cortes nas bolsas da CAPES e CNPq. 

Além disso, Bolsonaro demonstra ser um total capacho do imperialismo ao permitir que o fogo destrua um dos maiores bens ambientais do mundo: a Floresta Amazônica.

Este Estado está podre e não tem nada mais a oferecer. Da mesma forma que Bolsonaro, os governos de Lula, Dilma, Temer, demonstraram sua obediência ao capitalismo. Exemplos disso não faltam: Reforma Trabalhista, Lei das Terceirizações, Lei do Teto de Gastos etc. Este sistema não tem mais nada a oferecer, a não ser a barbárie, que se aprofunda com a crise do capitalismo. 

Sim, realmente esse sistema não vale! E é por isso que queremos derrubá-lo para erguer uma nova sociedade! Nesse sete de setembro, “O Grito dos Excluídos” deve assumir um caráter realmente de classe, um grito dos oprimidos e explorados contra os opressores e exploradores. Esse grito é Fora Bolsonaro! Abaixo o Capitalismo! Lutar pelo Socialismo!

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