Ato de estudantes contra o ataque à permanência na Unicamp

Liberdade e Luta

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A Liberdade e Luta esteve presente na Unicamp na manhã de hoje (03/11) em um ato dos estudantes contra a proposta da reitoria de corte de bolsas e vagas da moradia estudantil. O ato concentrou-se na moradia e se dirigiu à reitoria em repúdio a este ataque que compromete profundamente a permanência na universidade, onde nos somamos aos estudantes que entregaram uma carta à reitoria. Explicamos os motivos de sermos contrários ao projeto que se alinha com as políticas de Dória e Bolsonaro, que entendem os investimentos à educação como "gastos" a serem cortados do orçamento em favor de banqueiros e especuladores da Dívida Pública.

Como se não bastasse a precariedade da educação durante a pandemia pela falta de acesso à internet e outras dificuldades, a medida é ainda mais perversa porque nega subsídios básicos de permanência. Saudamos os estudantes que se mobilizaram através de centros acadêmicos e coletivos de juventude, considerando que o DCE da Unicamp, atualmente dirigido pela UJS/PCdoB, nada faz para reverter as medidas, permitindo, inertes, vários ataques à educação pública.

Mais do que nunca, devemos gritar claramente que os estudantes e a classe trabalhadora não devem pagar essa conta, a Universidade deve ser pública, gratuita e de todos. Além da peneira do vestibular e do ENEM, querem impor ainda mais dificuldades de permanência, o que praticamente é uma expulsão do ambiente acadêmico, o que não podemos aceitar. No mesmo sentido, as demissões de trabalhadores terceirizados e os ataques aos professores deixam claro que esses cortes são especificamente contra os profissionais e a juventude da classe trabalhadora. A Unicamp e os governos Doria e Bolsonaro não podem jogar nas costas dos estudantes e dos trabalhadores a conta de um sistema apodrecido.

Por isso, a luta pela educação pública, gratuita e para todos deve vincular todas as demandas da juventude e dos trabalhadores contra o inimigo comum: os representantes do sistema financeiro e os grupos particulares de educação que lucram com o sucateamento. E é nesse sentido que seguiremos intervindo nas manifestações do movimento estudantil. Todo apoio aos estudantes e aos trabalhadores da Unicamp!

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