Passe Livre: um direito para todos

Luís Tenorio
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Colocado como uma economia de R$70 milhões de reais, o corte no passe livre, promovido por João Dória, representante da classe burguesa, retira o direito pessoal de estudantes de ir e vir dentro da cidade dentro São Paulo, de 8 viagens diárias num período de 24 horas. Com o corte, este passará a ser de 4 viagens num período de 2 horas, tendo direito a mais 4 em outro período de mesmo tempo. Agora o aluno poderá usá-los apenas em uma viagem de ida e uma de volta, da casa para a escola, por exemplo. Se um terceiro destino diário for adicionado, seja ir ao trabalho, seja ir a um parque, essa viagem não será mais coberta pelo passe livre e terá de ser paga. 

Além disso, a atual gestão municipal também quer retirar o direito para a terceira idade, cortando o passe especial para pessoas idosas.

Apesar de que, no início do ano, tanto Dória quanto Alckmin falarem em não subir o valor da passagem, mas “corrigir” o valor da integração, ao final o resultado foi o aumento. Isso só não aconteceu de imediato por conta da resistência de jovens e trabalhadores que saíram às ruas.

Vemos que o transporte público de São Paulo sofre uma grande precarização desde a assinatura com concessionárias para a administração dos bens públicos, principalmente da SPTrans (antiga CMTC). Lutamos pelo passe livre em 2013 e agora não deixaremos nossa conquista ser retirada pelas mãos da burocracia.

Sabemos bem como é a recepção de “boas vindas” utilizadas quando vamos contra às decisões promovidas pelos políticos burgueses. A repressão massiva, assim como aconteceu em 2013, junto com a enganação, nos empurram a ir contra este sistema; entretanto, com direções conciliadoras, medidas pouco combativas e pouca instrução política, ocorre uma desmobilização das massas, que assim como dirigidas pelo MPL em 2013, acabam por desistir do combate e esvaziam as ruas lentamente, até o ápice de atos com imensa repressão e poucos manifestantes.

Queremos que o passe livre seja para todos. Queremos o direito de utilizar do transporte que necessitamos, com qualidade, e gratuito. Se a educação pública é gratuita, a saúde pública é gratuita, a iluminação pública é gratuita, por que para o transporte público temos que pagar uma tarifa? Afinal, nada disso é gratuito de fato pois já pagamos através dos impostos. Por isso além do passe livre para todos, lutamos pela estatização do transporte público. Chega de concessões privadas!

Desde os gritos contra a antiga gestão, notamos a continuidade dos cortes durante o tempo, eclodindo nas manifestações de 2013, onde o prefeito Fernando Haddad, agindo pela conciliação de classes, declarou junto ao Governo Alckmin o aumento das passagens, na época para R$3,20. Passados 4 anos, estamos vivendo com uma passagem elevada, num transporte precarizado, tanto em condições de uso dos passageiros, como em condições de trabalhos de seus funcionários. 

Diante da instabilidade política da conjuntura atual, não só no Brasil, como no mundo, a classe trabalhadora tem tudo para se unir e lutar por educação, saúde e transporte para todos. Assim como no exemplo da Revolução Russa de 1917, salientamos a importância da luta pelos direitos que nos são tirados dia a dia. O Passe Livre é um direito que foi conquistado através da luta dos estudantes e só será mantido com a luta permanente pela manutenção desse direito e pela transformação da sociedade. 

Hoje, os estudantes de São Paulo irão se manifestar para lutar pela manutenção desse direito na Prefeitura às 16h. Junte-se e nós e lute por esse direito. 

FORA ALCKMIN! FORA DÓRIA!
TIREM AS MÃOS DO PASSE LIVRE!
PELA ESTATIZAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO!

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