50 anos sem Martin Luther King

Ariele Efting
mlk

Há 50 anos, no dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi assassinado. Assim como tantos, ele foi morto por defender os direitos daqueles a quem a democracia burguesa não defendia. Em uma época onde os negros não podiam votar, não tinham acesso à universidade e não eram sequer considerados cidadãos comuns, Luther King, que era pastor de uma igreja na cidade de Montgomery, ficou conhecido por organizar boicotes aos ônibus, depois que uma mulher negra da cidade recusou-se a ceder seu lugar para um passageiro branco. Os boicotes aos ônibus foram o começo, em menos de um ano, Martin Luther King tornou-se um dos principais líderes do movimento negro no país.

Também nos EUA, anos depois da morte de Luther King, no ano de 2013 explode o movimento #Blacklivesmatter, após a absolvição de um segurança responsável por assassinar a tiros um jovem negro na cidade de Sanford, Florida. O movimento ganhou ainda mais força em 2014, após a morte de outros dois jovens: Michael Brown em Ferguson Missouri e Eric Garner na cidade de Nova York. O movimento se estendeu por quase todo o território dos EUA, mobilizou protestos com milhares de participantes, e se converteu numa organização que se propôs a lutar contra a violência policial e contra as condições sociais que oprimem a população negra nos estados unidos. Em 2014 o movimento Black Lives Matter lançou seu manifesto que defende, entre outras coisas, que a luta do movimento negro não deve estar focada somente nos negros, amar os negros ou comprar produtos negros, e convida a todos que foram marginalizados a unirem-se para a reconstrução do movimento de libertação dos negros.

Nos EUA a taxa de homicídios dos negros é oito vezes maior que a de brancos, no ano de 2016 mais de 100 negros foram mortos por policiais, mortes essas que nunca foram investigadas. No Brasil a taxa de homicídio entre negros subiu 18,2% em 2017, de cada 100 pessoas assassinadas no país, 70 são negras. Atualmente, 50 anos depois da morte de Luther King, no país com a maior população negra do mundo fora do continente africano, os negros constituem a minoria nas universidades e trabalham nas mesmas funções recebendo menos que trabalhadores brancos. Por trás das cotas, feitas supostamente para contribuir que a juventude negra tenha acesso a universidade e por trás do “empoderamento” e do protagonismo que são tão propagandeados pela mídia burguesa a juventude negra e trabalhadora continua sendo massacrada nas favelas e periferias, e assim o capitalismo continua construindo sua teia através do racismo e da opressão, promovendo a desunião da classe trabalhadora e da juventude por suas características físicas.

POR UM SISTEMA SOCIALISTA!

PELO FIM DA BARBÁRIE CAPITALISTA!

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