Estudantes e Professores são reprimidos por lutarem contra cortes na UnB

Jonathan Vitorio
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Foto: Marília Lima


No dia 26 de abril, cerca de cem estudantes realizaram uma manifestação pacífica na UnB - Universidade de Brasília. O motivo da manifestação são os cortes orçamentários que vêm sendo aplicados na instituição, reflexo da emenda constitucional aprovada pelo governo de Michel Temer, PEC 55, que congela investimentos nos serviços públicos por 20 anos.

Os estudantes e professores denunciam a destruição da universidade por conta da falta de verba e da proposta do governo para a educação, que privatiza a instituição, fecha centros de pesquisa e laboratórios.

Durante a manifestação, estudantes e professores sofreram com a forte repressão da polícia militar, que utilizou a cavalaria, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, cassetetes e tiros de borracha para conter os manifestantes.

Mais uma vez o Estado mostrou o verdadeiro caráter da polícia, seu braço armado, que tem como papel reprimir estudantes e trabalhadores quando estes se levantam para defender a universidade pública e todos os nossos direitos básicos.

Após assembleia geral no dia 03 de maio, os estudantes confirmam greve estudantil devido à política do corte de gastos. Estudantes de mais de 10 cursos se reuniram com Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a União Nacional dos Estudantes do Distrito Federal (UNE-DF) resistindo contra todos esses ataques.

A Liberdade e Luta apoia até o fim a luta dos estudantes e professores da UnB, não possuímos nenhum tipo de ilusão no MEC - Ministério da Educação, pois este é somente mais um órgão do governo que não está disposto a mudar a educação do país e colocar todos os jovens dentro das escolas e universidades, uma vez que para isso, seria necessário assumir outro modelo de sociedade.

Nesse sentido, sabemos que a decadência do sistema capitalista e a luta pela sua manutenção refletem na destruição da educação e de todos os serviços públicos. Nossa tarefa é seguirmos fortes na luta contra o sucateamento da educação pública, pelo fora Temer e em defesa do governo dos trabalhadores, explicando a todos os jovens que essa é a única maneira de garantir o acesso à educação pública, gratuita e para todos.

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