A luta dos professores das escolas privadas de São Paulo

Ana Carolina da Silva
greve%20sp.jpg

Pouco mais de 100 escolas da rede privada de São Paulo paralisaram na última semana de maio para reivindicar a permanência dos benefícios da atual convenção coletiva até fevereiro de 2019. Os professores estão se mobilizando desde março deste ano para impedir essas mudanças na convenção, a redução do recesso escolar e do número de bolsas por filhos.

No dia 29 de maio houve uma assembleia em que o Sindicato dos Professores de São Paulo se reuniu para aprovar o tratado por mais um ano. É esperado que a assembleia desta primeira semana de junho ratifique o acordo. Se a convenção não for mantida a categoria inicia uma greve geral por tempo indeterminado.

A declaração do presidente do Sindicato Dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamim Ribeiro, para o jornal “Estadão”, mostra claramente o medo da burguesia de manter a classe trabalhadora unida e tentar “abafar o caso”:

“Vivemos um momento conturbado no país. Quanto menos confusão tivermos, melhor. No ano que vem, discutimos essas mudanças novamente.”

Com a Reforma Trabalhista, o acordo não foi renovado em março. O Sieeesp propôs alterações, como reduzir a bolsa de estudos de dois para um filho de professor e o recesso escolar do fim de ano de 30 para 20 dias.

Vivemos num período conturbado, mas porque o capitalismo é um sistema falho que proporciona somente a miséria e a barbárie. As mobilizações dos trabalhadores não tem nada a ver com confusão, e sim com a luta pela manutenção de seus direitos e pela transformação da sociedade. A classe trabalhadora não quer mais medidas provisórias, não quer a retirada dos direitos e muito menos migalhas.

A classe operária, junto com a juventude, quer a derrubada do capitalismo.

A luta dos professores das escolas privadas de São Paulo continua e a Liberdade e Luta apoia a mobilização dos professores pela defesa dos seus direitos.

Data post