Educação sucateada: salas de aula lotadas e falta de professores especializados

Gustavo Estevão

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Pesquisas recentes afirmam que o Brasil possui um dos maiores números de alunos por sala de aula no ensino médio, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com os dados, as escolas públicas do Brasil têm de 22 dois alunos por professor no primeiro ano do ensino médio.

Turmas com números reduzidos de alunos são vistas como benéficas, pois aumentam o foco dos professores na qualidade do ensino. Diminuindo a carga horária e a quantidade de alunos por classe, amplia-se o tempo para uma melhor preparação de aula e, consequentemente, uma melhor qualidade de ensino do professor.

Além dos demais dados, apenas 29% dos professores de ciências no Brasil tem especialização na área, muitos professores acabam dando aulas em áreas que não tem formação. Todos esses dados se tornam preocupantes à medida que a contrarreforma do ensino médio, juntamente com a PEC 55, é aplicada nas demais cidades do Brasil.

Se já não bastasse o baixo número de professores especializados, esses dados se tornam ainda mais sombrios, se considerarmos a contratação de professores por “notório saber”, segundo a proposta da reforma do ensino médio. 

O sucateamento do ensino público, somado a aplicação da PEC 55, tende a tornar a situação ainda mais grave, congelando os gastos com os serviços públicos e diminuindo ainda mais a qualidade de vida escolar pública, visando assim o sucateamento e, por fim, a privatização do ensino.

Cabe aos jovens e aos trabalhadores tomarem a luta para si, contra a PEC 55 e a contrarreforma do Ensino Médio, que são a face da destruição do ensino público, e lutarem por uma educação pública, gratuita, para todos e em todos os níveis, pelo fim de toda a barbárie capitalista.

POR UMA ESCOLA PÚBLICA, GRATUIUTA E PARA TODOS!

PELO FIM DA PEC 55!

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