Jovens em Florianópolis organizam Cide-Debate sobre Venezuela

Suelen Meira
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No dia 13 de fevereiro, a Liberdade e Luta e a Esquerda Marxista de Florianópolis organizaram uma atividade de formação sobre a situação política e econômica na Venezuela. A partir da exibição do longa-metragem documental “A Revolução não será televisionada”, que retrata a tentativa de golpe contra o governo Chávez ocorrido em 2002, o grupo de estudantes e trabalhadores reuniu-se para debater a necessidade de se combater a tentativa de golpe imperialista em curso no país através de saídas revolucionárias. 

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Acompanhamos, na Venezuela, a articulação entre sua direita reacionária e o próprio imperialismo norte-americano na investida contra a democracia, representando um risco eminente de um golpe de estado patrocinado pelos Estados Unidos. E, assim como em 2002, as notícias veiculadas na mídia burguesa não mostram o que de fato acontece. Ao lado do interesse do capital imperialista em explorar a que era a 4ª maior potência petrolífera do mundo, o que vemos é a tentativa de um “socialismo do século XXI”, que busca no sistema capitalista a solução para os problemas gerados por ele mesmo. A via constitucional nunca será um canal para alcançar uma revolução. 

Ainda que, a partir do governo Chávez, os valores arrecadados com a exploração dos recursos naturais no mercado de petróleo passaram a ser parcialmente investido em melhorias e investimento direto ao povo, o processo revolucionário precisa avançar, se não quiser ser sufocado. Chávez errou ao não estatizar bancos e outras empresas, além de manter no petróleo sua principal fonte econômica, o que tornou a Venezuela alvo dos imperialistas. Quando o capital está em crise, uma das saídas da burguesia imperialista é aprofundar ainda mais a exploração dos mercados existentes. 

Não concordamos com as políticas de concessão à direita e de conciliação de classes de Maduro. O golpe em curso contra o seu governo representa a investida burguesa em destruir os avanços sociais da revolução para aumentar a exploração imperialista nesse e em outros países. É preciso entender que não há saída para a crise do capitalismo e que quem sofre com ela é o povo trabalhador. Acreditando que só uma saída verdadeiramente revolucionária pode dar conta da crise instaurada na Venezuela, seguimos lutando com as palavras de ordem: ABAIXO AO CAPITALISMO! TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA!

Veja mais fotos da atividade: 

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