Solidariedade aos estudantes Escola Dr. Leandro Franceschini em Sumaré-SP

Marcelo Pancher
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Cerca de 700 estudantes da Escola Municipal Dr. Leandro Franceschini se reuniram em assembleia e se posicionaram contra a situação de sucateamento, que já vinha afetando a unidade, e intensificada com a proposta de alteração da grade curricular vinda da secretaria de educação municipal. Essa é a reorganização escolar disfarçada. A redução das aulas levará também a redução de professores e a redução de salas. E isso só pode significar mais espaços FECHADOS para o acesso da juventude ao conhecimento. 

A alteração inclui a eliminação de disciplinas e redução das aulas de Ciências da Natureza e Humanas, mais um desdobramento da política obscurantista impulsionada pelo Governo Federal e seus teóricos. Além disso, as condições físicas do prédio estão precárias, também decorrentes da política de cortes na educação presente em vários governos e intensificada com o governo de Bolsonaro nas Federais com o corte de 30%, com o ataque à Unesp e o projeto Inova do governo Dória em São Paulo. 

Todas essas medidas são frutos do sistema capitalista em sua crise mais profunda. Medidas que o capital se vê obrigado a aplicar para salvar a única coisa que o interessa: o lucro. E, para salvar seus lucros, os capitalistas pretendem destruir todos os serviços públicos, nossas condições de vida e trabalho e o meio-ambiente. 

O autoritarismo dos gestores sobre alunos e professores também foi denunciado. Sem apoio popular às suas medidas, a única forma de implementá-las é pela força ou pelo sufocamento. Esse é o outro lado da moeda da crise do capitalismo. Porém, assembleias de estudantes estão acontecendo em todo o Brasil contra as políticas de Bolsonaro, como foi o caso do CEFET-RJ, que expulsou o interventor nomeado pelo MEC, mostrando o caminho da luta contra o governo e seu lacaios! 

O movimento que desperta na escola Dr. Leandro Franceschini, em Sumaré-SP, precisa conectar as suas reivindicações com o cenário nacional e internacional que estamos vivendo. Não é só uma escola, é a juventude do mundo inteiro que está lutando contra os efeitos da crise do capitalismo sobre a educação. Para isso, é preciso vincular toda precariedade, o sucateamento e o desmonte da escola e universidade pública com a crise do capital e a necessidade de sua derrubada e de todos os seus representantes! 

Nenhuma aula reduzida! Ampliação das salas e contratação imediata de novos professores!
Todo dinheiro necessário para a manutenção e melhoria das escolas públicas!
Abaixo os cortes nas universidades, o Future-se e a intervenção! 
Vagas para todos nas universidades públicas! Fim do Vestibular!
Fora Bolsonaro! 

Participe do Encontro Regional da Liberdade e Luta: Link de inscrição.

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