Debate sobre a Lei da Mordaça em Joinville - SC

Kályta Morgana

ieluscA Liberdade e Luta (LL) esteve mais uma vez discutindo a Lei da Mordaça em Joinville. Desta vez, em uma atividade que aconteceu no Bom/Jesus Ielusc, na última segunda-feira (27/6), intitulada “Contradições Constitucionais do Projeto de Lei Ordinária n. 221/2014”. O evento foi promovido pelo curso de Jornalismo do Ielusc e contou com a participação do DCE Florestan Fernandes, UJES, LL, Sinsej, Centro de Direitos Humanos De Maria Da Graça Bráz (CDH) e outras entidades e movimentos sociais da cidade. Os militantes da LL penduraram bandeiras pelo auditório, recolheram mais de 50 assinaturas dos presentes e fizeram falas.

O debate discutiu o projeto da “Escola Sem Partido”, apresentado em Joinville pela vereadora pastora Leia, do ponto de vista jurídico, pedagógico e teológico. Fizeram parte da mesa o professor doutor Leandro Hofstätter, do Bom Jesus/Ielusc, o pesquisador Douglas Bahr Leutprecht e os advogados Cynthia Pinto da Luz e Luiz Gustavo Assad Rupp, do CDH e militantes da Esquerda Marxista. 

A advogada Cynthia, mais conhecida como Tita, contou um pouco sobre sua história, quando foi presidente do DCE na época da ditadura militar e reforçou a importância do movimento estudantil na sua formação política. Tita também parabenizou a movimentação e organização de entidades como o DCE e a UJES, que levantaram essa discussão contra a Escola Sem Partido em Joinville.

A presidente da União dos Joinvilenses Secundaristas de Joinville (UJES), Pâmela Heerdt, que também integra a Coordenação Nacional (CN) da LL, contou sobre a luta dos estudantes secundaristas da cidade contra a lei da mordaça e declarou: “Se amordaçar, nós vamos ocupar”. Outra militante da LL, que também faz parte da CN e é a atual presidente do DCE Florestan Fernandes do Ielusc, Kályta Morgana de Lima, fez uma intervenção onde relatou o ato nacional contra a Lei da Mordaça, realizado pela LL em São Paulo, e também fez um convite aos presentes para conhecer a organização de juventude e participar da luta contra a Escola Sem Partido.

Outros movimentos sociais, entidades estudantis e sindicais também fizeram falas em apoio à luta pela derrubada do projeto, inclusive convidando para mais debates e atos contra o mesmo. O PL 221/2014 continua em tramitação na Câmara de Vereadores de Joinville. Porém, a partir de discussões como essa, que estão ocorrendo em mais escolas e universidades da cidade, professores e estudantes estão cada vez mais organizados para barrar essa ameaça. Não irão nos calar!

#AbaixoALeiDaMordaça

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