Encontro Regional em Vitória-ES avança na luta contra Bolsonaro e pelo Socialismo

Liberdade e Luta
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O Encontro Regional da Liberdade e Luta de Vitória-ES se realizou no último domingo, dia 24/11, no Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, no centro da capital capixaba. A discussão iniciou com o tema “Fora Bolsonaro e a luta da juventude pelo mundo”, com os camaradas Weiglas e Leonardo, que falaram sobre a situação convulsiva em que vive a classe trabalhadora em vários cantos do globo; desde a América Latina até o Oriente Médio, passando pela Europa e América do Norte.

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A crise do agonizante capitalismo intensifica a luta de classes e em vez de uma onda conservadora vemos uma onda revolucionária estremecer as bases do poder de diversos países capitalistas. A divisão entre as facções burguesas não impede o enrijecimento do sistema e as ameaças até mesmo à democracia burguesa, o que nos coloca diante da tarefa de apresentar à juventude e à classe trabalhadora em geral uma alternativa revolucionária para o cumprimento de suas necessidades mais imediatas, como emprego, casa, comida, saúde e educação.

O camarada Leonardo ressaltou o balde de água fria no crescente movimento #forabolsonaro com a soltura do ex-presidente Lula e seu discurso abertamente contra nossa política, acenando para as facções mais poderosas da burguesia e do imperialismo que ele ainda é capaz de controlar as massas. O caso das manifestações no IFES e na UFES mesmo durante o mês de maio já gritavam “Fora Bolsonaro”, essa é a palavra de ordem que unifica as massas e aponta para a saída: o socialismo e a derrubada do Capital.

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O tema seguinte foi “A violência contra a mulher: por que aumenta e como combatê-la?”, apresentada pela camarada Carina, que fez um histórico da Lei Maria da Penha e destacou a diferença entre os interesses da mulher burguesa e da mulher trabalhadora, assim como destacou os avanços alcançados pelas trabalhadoras russas durante a Revolução Soviética.

No caso do Brasil o presidente e seus ministros não param de proferir frases machistas e atacar as mulheres, seja com a reforma da previdência seja com a conivência com a violência contra a mulher. Carina destacou ainda que a crise do capitalismo intensifica ainda mais a violência contra a mulher e que é necessário lutar ombro a ombro com os trabalhadores para alcançar as melhorias na vida da maioria das mulheres e para isso convocou os presentes a ingressar e conhecer a luta do movimento Mulheres Pelo Socialismo.

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Após a breve confraternização do café vespertino, o Encontro ingressou na seara da crise climática que ameaça não apenas a espécie humana como a própria vida e seus diversos ecossistemas. A exposição da camarada Franciele e as contribuições do camarada Camacho sobre o tema: “Meio ambiente: existe capitalismo sustentável?” deixaram claro que o modo de produção capitalista está levando o planeta terra ao colapso e que é urgente interromper esse curso irracional. Franciele desmascarou a ideia de desenvolvimento sustentável empreendida por empresas como Vale do Rio Doce e ambos destacaram o quanto o foco nos combustíveis fósseis coloca constantemente vários biomas em risco, além de contribuir para o aquecimento global. A questão do meio ambiente foi ligada à necessidade da Revolução Socialista mundial.

 

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Na sequência o tema da “Luta da juventude negra contra o capitalismo”, o camarada Leo fez um histórico da longa caminhada do movimento negro do Brasil, desde a luta pela abolição da escravidão até a divisão promovida pelas políticas afirmativas e pelos movimentos identitários, que tentam apagar o fato de que a dominação dos povos negros africanos é indissociável da história do capitalismo e do imperialismo, seja para compreender a escravidão seja para compreender nova onda colonizadora do século XIX e XX.

O camarada ressaltou o quanto a literatura de Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis e Lima Barreto dizem muito a respeito da situação do negro no Brasil, assim como a literatura e militância Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Luandino Vieira, entre outros, possibilitou não apenas a compreensão da situação como a intervenção junto aos movimentos de libertação dos países lusófonos colonizados, como Angola, Guiné Bissau e Moçambique...

Por fim apresentou a tese de como as cotas raciais apenas alimentam as ilusões no sistema capitalista e vão de encontro aos interesses de maioria da população negra. Não bastam cotas que excluam mais de 90% que ficam de fora do ensino superior, ou entram em dívidas e transformam seu suor em juros para banqueiros. Lutar contra o racismo é lutar contra o capitalismo. Bolsonaro não passa de um representante da burguesia que criou a ideia de raça para nos dividir, reinar e escravizar, e, como tal, junto a governadores como Witzel, ataca a população negra e promove o terror na vida de muitos trabalhadores que por conta do próprio capital acabam se alocando em favelas e zonas periféricas, em que são oprimidos pelo aparato militar e paramilitar do estado diariamente. Ao final de sua fala Leonardo afirmou a necessidade e de apoiar o Movimento Negro Socialista e construir uma Partido Revolucionário que agregue ao aprendizado com os bolcheviques a luta dos povos negros no mundo, tal como os Panteras Negras

 

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Por fim, houve uma planária em que foi feito um balanço da campanha pelo “Fora Bolsonaro” no Espírito Santo e no quanto a política acertada da Esquerda Marxista e da Liberdade e Luta contribuiu para o crescimento da organização e para a realização do vitorioso Encontro Regional da Liberdade e Luta. A participação ativa de todos nos debates reafirmou a necessidade de estarmos organizados na luta pela derrubada do governo Bolsonaro, pois não podemos assistir sentados ele agregar forças na luta por cumprir o papel de lacaio do imperialismo. O encontro se encerrou com uma homenagem a Rosa Luxemburgo e à Internacional Comunista. O acirramento da luta de classes promete uma intensificação nas lutas e nós temos de ajudar os trabalhadores a juventude a compreenderem que suas necessidades imediatas passam necessariamente pela derrubada do Bolsonaro, que pode abrir uma situação revolucionária no país. Até a vitória!    

Inscreva-se no Encontro Regional de Rio de Janeiro em 07/12: clique aqui.

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