Paraisópolis: contra o racismo e a violência, Fim da PM já!

Mayara Colzani

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Uma "ação" da Polícia Militar no Baile da 17, um dos mais conhecidos de São Paulo e realizado na favela do Paraisópolis, zona sul, terminou com nove pessoas mortas na madrugada deste domingo (01/12).

A versão oficial diz que policiais da Rocam ( Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) entraram na comunidade durante uma perseguição a homens armados e que os suspeitos estavam atirando contra a polícia.

Um morador da comunidade que estava no baile funk disse que “essa foi uma das piores” ações da PM na favela. Segundo ele, “a 17 [rua onde acontece o baile funk] é bem concentrada em uma rua encruzilhada, e eles [PMs] chegaram pelas quatro ruas, por isso não tinha para onde correr”. O morador contou que tinha “viatura para todo canto”. Em outros bailes, a única opção usada pelos frequentadores de escapar das ações truculentas da PM, segundo o morador, “sempre foram as vielas, mas desta vez os policiais desceram e foram atrás”. (Ponte, 01/12).

Os registros são claros, a PM encurrala os jovens e os ameaça o tempo todo, sendo que o resultado foi brutal, onde 9 jovens morreram pisoteados e 7 estão feridos. Esse é o papel da Polícia Militar, oprimir, reprimir e matar a população. A reação a essa violenta repressão lotou as ruas da favela de Paraisópolis na noite deste domingo (01/12), onde a PM tentou mais uma vez apagar os registros proibindo repórteres de fotografar e filmar a manifestação.

Quanto vale uma vida? Esse Estado gera violência, fome, miséria, nos levando cada vez mais à barbárie. A Liberdade e Luta repudia a ação da PM e afirma que é preciso pôr fim a essas instituições opressoras e a todo o sistema, para que nossos jovens possam ter uma vida sem medo. Seguiremos nas ruas, nas lutas combatendo esse Estado e lutando por uma sociedade socialista.
 

Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar!

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