Encontro "A juventude grita Fora Bolsonaro" fortalece a Liberdade e Luta em terras cariocas

Luiz Otavio

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No dia 07/11 ocorreu o Encontro Regional da Liberdade e Luta do Rio de Janeiro no Sindicato dos Petroleiros no centro do Rio, o encontro começou de manhã e terminou no final da tarde. A atividade começou com uma breve apresentação da organização feita pelo camarada Luiz Otavio, graduado em História, que explicou as principais campanhas que desenvolvemos no último período, como “Abaixo a lei da mordaça”, “Marielle Presente, por uma investigação independente” “ educação pública, gratuita e para todos” e mais recentemente o “Fora Bolsonaro” como centro da linha política impulsionada pela Liberdade e Luta. Também explicou o entendimento da nossa organização que é impossível uma transformação real da sociedade dentro do sistema capitalista, de que não é possível alcançar liberdade plena dentro desse sistema e que por lutamos pelo socialismo e pela revolução.  

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A primeira mesa de debate foi sobre o “Fora Bolsonaro e a luta da juventude pelo mundo”, que foi tocada pelos militantes Lucy Dias, estudante de economia, e Pedro Correa, pós-graduando, que abordou a importância do “Fora Bolsonaro” e deu um panorama sobre os movimentos e insurreições que vem ocorrendo na América Latina e no mundo, traçando um paralelo das situações nos outros países com a brasileira, ele lembrou que muitas palavras de ordem nesses países pedem a derrubada do governo como o “Fora Lenin Moreno” no Equador e o “Fora Piñera” no Chile, colocando que a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” tem ganhado força no Brasil.

Lucy falou sobre a história da terceira internacional que foi tão importante para o movimento socialista e que em tempos insurrecionais como os de hoje serve para nós refletirmos sobre as potencialidades desses movimentos e o nosso papel como militantes marxistas dentro dessa conjuntura, além disso, diversos camaradas apontaram a necessidade do Brasil se conectar com o espírito dessas mobilizações que vem ocorrendo ao redor do mundo.

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Após uma parada para o almoço a atividade retornou com o tema “Violência contra a mulher: origem e como combatê-la”, a mesa foi dirigida pelo jovem Renan Moura e a apresentação foi dada por Lucy Dias, a partir da obra “Origem da família, da propriedade privada e do Estado” de Friedrich Engels para explicar a origem dos chocantes dados de violência contra a mulher, no Brasil e no mundo, que só tem aumentado com a crise do capitalismo e a degradação das condições de vida, que atingem de forma mais acentuada mulheres e jovens.

Ela apresentou as origens das relações sociais entre homens e mulheres e os diversos tipos de famílias que existiram ao longo da história e como a mulher com o declínio da sociedade comunista primitiva, o aumento da população e finalmente o surgimento da propriedade privada  e da família monogâmica, que via a mulher pela primeira vez como instrumento de posse, assim como a terra, os rebanhos, os filhos e os escravos, originando a opressão servil e de escravização da mulher como objeto do homem. 

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A discussão abordou o assunto utilizando a brochura “O marxismo e a luta contra as ideias estranhas a classe trabalhadora” que foi produzida pela Corrente Marxista Internacional e publicada no Brasil pelo Mulheres pelo Socialismo. Para encerrar, a camarada apresentou a plataforma de reivindicações do coletivo Mulheres pelo Socialismo para combater a violência contra a mulher como pleno emprego, vagas para todas as crianças em creches públicas, salário igual para trabalho igual, abrigos que possam acolher crianças e mulheres vítimas de violência doméstica etc. Plataforma que a Liberdade e Luta assina em baixo!

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A terceira mesa do encontro regional foi “Ciência, universidade e revolução” que foi conduzida pelo estudante secundarista Pedro Fontes da Liberdade e Luta e Felipe Araújo professor de filosofia e militante do Movimento Negro Socialista. Pedro abordou os problemas da escola dentro do sistema capitalista e as limitações do ensino básico brasileiro. Os ataques do governo Bolsonaro seguem aprofundando a situação precária da educação pública, com o Future-se e os cortes nos recursos.  Essas limitações se encontram num contexto em que o pagamento da dívida pública é feito religiosamente com mais de 50% de toda a riqueza que produzimos!

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Felipe falou sobre as dificuldades da entrada dos jovens das camadas mais pobres na universidade e como é ilusório a ideia que os jovens negros de escola publica estão sendo incluídos nas universidades a partir do sistema de cotas, o camarada coloca que ainda existe milhares de negros que não chegam ao ensino superior, fez também uma critica forte ao vestibular que separa os que devem e os que não devem ingressar em uma universidade publica e que é necessário o fim do vestibular e uma política real de universalização do ensino superior para uma real presença dos jovens das classes mais baixas na universidade, utilizando exemplos como o da Argentina que já avançou em uma proposta universal no ensino superior.

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O encontro terminou com os camaradas animados pelo rico debate que ocorreu na atividade e foi mais um passo na consolidação da Liberdade e Luta na cidade do Rio de Janeiro. Foi encaminhado uma atividade sobre o tema da origem da violência contra as mulheres e como combate-la para janeiro, como primeiro passo na preparação do 08 de Março; também a continuidade das difusões do Boletim da Liberdade e Luta e outros materiais nas escolas secundaristas e iniciar os preparativos para o envio de uma forte delegação ao Acampamento Revolucionário 2020 que será nas férias de julho.

 

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