Debate sobre a Lei da Mordaça na Universidade da Região de Joinville (Univille)

Liberdade e Luta - Univille

deb1Estudantes da Univille lotaram o Anfiteatro I ontem (4/8) para mostrar que querem respeito ao seu direito de discutir política, religião e preconceito em sala de aula!

O debate foi iniciado pelos professores convidados. Rosânia Campos, doutora em educação, professora do mestrado da Univille, abriu sua fala deixando claro: não é possível uma educação neutra. Portanto, quando propõe a Lei da Mordaça, a ONG Escola Sem Partido (que tem partido) demonstra um total desconhecimento, na hipótese mais otimista, do processo educacional. Na verdade, para a professora, essa lei faz parte da defesa de um projeto de Estado que visa sucatear e privatizar a educação.

Flávia Antunes, formada em história pela Univille, foi educadora no Museu Sambaqui e atualmente é diretora do Sinsej. Ela começou sua fala lembrando que já presidiu o Calhev (Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi) e que o movimento estudantil é um importante espaço de formação não formal, assim como as famílias, as igrejas, os sindicatos e os partidos. A escola, segundo a historiadora, é o espaço formal em que jovens de todas as famílias deveriam receber os conhecimentos científicos que a humanidade acumulou. O projeto de lei, quando sobrepõe o direito da formação informal sobre a formal, prejudica a educação.

O advogado do Centro de Direitos Humanos e professor de Direito na Univille, Luiz Gustavo Assad Rupp, complementou esse raciocínio, explicando que se as gerações mantivessem as visões do mundo de seus antepassados, ainda hoje coisas como a escravidão seriam toleradas. Aliás, são sempre os elementos mais atrasados da sociedade, os regimes totalitários, que defendem o cerceamento da liberdade de expressão.

Após as falas da mesa, todos os presentes puderam falar. Nenhum dos mais de cem presentes, entre alunos e professores, se manifestou a favor da lei. A atividade foi organizada pelos militantes do núcleo Univille da Liberdade e Luta. Cada um contribuiu na mobilização, organização e registro do debate.

Queremos continuar construindo organização entre os alunos da universidade, em torno das nossas reivindicações e anseios. Convidamos todos para construir as próximas tarefas conosco.

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