Victoria e Floyd: assassinados pelo capitalismo! Justiça para Victoria! Justiça para Floyd!

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Renata Costa

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Victoria Esperanza Salazar Arriaza, 36 anos, salvadorenha, foi abordada por policiais mexicanos na cidade de Tulun no sábado dia 28/03. De acordo com jornais a mulher estaria embriagada, a ação desproporcional e violenta para imobilizá-la foi exatamente a mesma que matou o norte americano George Floyd, que além de sufocá-la quebrou sua coluna. A abordagem foi filmada e compartilhada nas redes sociais com o título: “Eles mataram-na”, nas imagens Victória grita e agoniza até desfalecer, seu corpo foi jogado na carroceria de uma caminhonete e os policiais a levaram do local.

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No mesmo dia manifestantes marcharam pelas ruas pedindo justiça por Victoria que deixa duas filhas. Mais uma vez a polícia racista do estado se coloca como juiz e aplica sua pena que é a morte para os trabalhadores e trabalhadoras negros, índios e pobres.

Os trabalhadores negros são os que mais sofrem com a violência da polícia, aqui no Brasil, nos EUA e em todo o mundo, enfrentam as mais perversas situações de sobrevivência, como piores moradias, piores empregos e renda, pior alimentação, baixa escolaridade, submetidos as opressões do sistema capitalista que prega a divisão de classes e que tem como pilar o racismo instituído em todas as esferas da sociedade.

Na pandemia, sobretudo, negros e negras pobres, estão jogados a morrer de covid ou morrer de fome,  com a crise econômica e sanitária do capital, as condições de vida dos trabalhadores vêm despencando, estão adoecendo e morrendo de covid-19, sem os governos darem uma resposta para suas necessidades, leitos em hospitais, tratamentos, vacina e renda. 

O racismo é uma peça fundamental de opressão dos capitalistas e é um dos pilares deste sistema, sendo a polícia seu exército de repressão contra os trabalhadores. Nesse sistema o lugar da polícia é defender a propriedade privada e a burguesia, sendo assim criminaliza a pobreza e os pobres e que em sua maioria são pretos.

Para o capitalismo, que impõe o racismo, o lugar do negro é o de compor um exército de mão de obra barata para rebaixar as condições de trabalho e salário de todos os trabalhadores e operar a divisão de classes.

A revolta dos trabalhadores negros tanto nos EUA quanto no Brasil se acentua, estamos cansados de vermos corpos negros serem assassinados pelas mãos da polícia. Em novembro do ano passado um policial militar e dois seguranças mataram um homem negro no supermercado Carrefour, jovens que foram abordados pela polícia em São Paulo foram encontrados mortos, além das inúmeras balas “achadas” nos corpos de crianças, adolescentes e pais de famílias que tiveram suas vidas ceifadas. Nesse momento acontece nos Estados Unidos o julgamento dos policiais que assassinaram Floyd, esperamos a condenação dos assassinos.

Porém só a condenação dos policiais não resolverá nossos problemas, o povo busca uma solução verdadeira e permanente e não é só pela forma que negros são mortos violentamente pela polícia, mas anos e anos de exclusão e de carestia de vida.

A superação do racismo passa pela derrubada das instituições capitalistas pela luta por nossas reivindicações mais sentidas como moradia, emprego, renda, vagas para todos nas escolas e universidades, em todos os níveis, transporte público gratuito, saúde pública para todos, tratamento e vacinação imediata e para todos contra a covid-19.

A luta contra o racismo passa pela luta de classes e pela derrota do sistema capitalista! Passa por unir a classe trabalhadora mundial! Homens mulheres, brancos e pretos, e ligar todas essas lutas pela derrubada dos governos representantes desse sistema, e assim abrir uma perspectiva revolucionária que transforme essa sociedade numa sociedade socialista onde possamos viver em abundância e liberdade, sem exploração, opressão e violência.

Nos solidarizamos aos familiares de Victoria, brutalmente assassinada pela polícia mexicana, e exigimos prisão e condenação dos policiais envolvidos!

Justiça para Victória!

Fim da polícia!

Abaixo o racismo e o capital!

Renata Costa* é militante do Movimento Negro Socialista em SP

 

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