Secundaristas discutem Novo Ensino Médio e NovoTec em SP

Isaac Gama e Lucy Dias
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O que chamam de "carga flexível" é um brutal ataque ao acesso do conhecimento acumulado pela humanidade. Imagem: G1

A atividade impulsionada pelo Núcleo de Secundaristas e Vestibulandos de SP que ocorreu no 08 de agosto abordou um tema bastante pertinente aos jovens secundaristas, a reforma do ensino médio e como lutar contra ela. Na reunião, realizada pela plataforma Google Meet, estavam presentes oito pessoas. . A discussão foi iniciada pela camarada Giulia, chamando os presentes para uma rodada de apresentação e passando a palavra para a camarada Amanda, que foi a informante do tema.

Em seu informe, a camarada Amanda esclareceu as estratégias da burguesia diante da crise do capitalismo mundial, onde a reforma do ensino médio é um ataque da classe dominante, atentando contra a educação pública e a escola tal como a conhecemos hoje.

O Novo Ensino Médio reduz a carga horário e a grade curricular, reduzindo o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade que os jovens proletários vão ter. Além disso, o Novo Ensino Médio precariza as relações de trabalho dos professores e trabalhadores da educação, bem como abre caminho para o avanço da privatização da educação pública, no nível médio e fundamental.

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Hoje, no Estado de SP, as ETECs são tidas como escolas públicas de elite, onde existe vestibular para entrar e onde os jovens têm acesso à uma educação técnica de preparação para o vestibular. A entrada nas ETECs é feita por meio do chamado “vestibulinho”, um funil de exclusão da juventude. Com o NovoTEC e a Reforma do Ensino Médio sendo aplicada nessas escolas, os jovens terão que escolher que área do conhecimento que querem ser direcionados, se para ciências exatas, biológicas ou humanas. Contudo, não terão acesso aqueles conteúdos que não escolherem ao mesmo tempo que continuarão sendo cobrados por eles nos vestibulares, como o ENEM.

Dessa maneira, se prepara um rebaixamento dos currículos e grades das ETECs que terá como resultado que mais jovens (ou aqueles que conseguirem) tenham que pagar por um cursinho particular para compensar os conteúdos que lhes serão negados! O mesmo para os jovens das escolas estaduais!

Isso significa que apenas os jovens mais bem preparados das escolas particulares e aqueles que conseguirem pagar por um cursinho terão alguma chance de passar pelo funil do vestibular e seguir seus estudos numa Universidade Pública. Aos demais, a burguesia diz: que parem de estudar ou que paguem!

Nas escolas onde esse ataque está sendo promovido é preciso unificar a luta de professores, estudantes e toda a comunidade de pais contra esse ataque. Pressionar as direções para não implementarem a reforma e organizar os estudantes e professores em suas entidades de representação. É preciso denunciar toda forma de aplicação dessa reforma e organizar a luta!

Se essa reforma está sendo aplicada em sua escola, entre em contato com a gente e organize-se!

O camarada Isaac complementou o informe trazendo lições sobre a Revolução e Guerra Civil Espanhola, ressaltando que a única forma de vencer a burguesia é pela organização proletária e o combate a conciliação de classes.

A próxima atividade do núcleo de secundaristas e vestibulando será sobre o tema “A defesa do meio-ambiente e a luta pelo socialismo” no dia 12/09 às 15h. Participe inscrevendo-se pelo link: https://forms.gle/PpW5aaMi7E5WYP776

 

 

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